Hoje/ Capital do sonho invisível
Nem simples nem difícil
Apresentamos supostas princesas
À nossa leal bruxa
O pensado nem sempre é verídico
E realmente nem o que vês
É sempre o princípio
Mas alavançamos em alta quilometragem
Quebrando espelhos, saltando com rãs pelos lagos de gelo, retornando à epoca
Em que o arroz no Nilo abastecia mais sentimentos que as naus do moderno
Talvez
E avançamos _ imbuídos de Horizontes
Que adormecemos
Dentro do pote Anônimo
Ação sintomática jogada ao mar
revivendo
últimas e outras infâncias
Apagando muros de diversos
Caminhos distantes
A aurora da vida redesenha
Sua forma-cor
Assim que olhamos
De novo
Quando se busca o Ser
Não há um modo reto de avaliação
A nossa música mira por variados cantos
: O que permanece é o sentido
e o Elo quer
Nossas crianças nos carregaram ontem
Que já é hoje passando amanhãs
Nas águas marotas , praticamente o fim
Porque elas sabem
O que é lembrar do
Que ainda deve existir.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Ensejo dos Passos (pra caminhar no tempo)
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Lá Dentro fazia frio
Bem onde as gaivotas
Inauguravam a noite
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Outro esquema, nunca se soube,
Ilha: relevo bilateral na escada
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Agasalhar-se com bolinhos de chuva
Acorda! Roupa _varal é um espelho
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Disritmia chamando a Fé
Onde limos não nos julgavam
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
O Tempo, nem antes nem depois,
Assume a lírica dos distintos
Recuperar a genealogia dos bichos
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
O presente /pequeninos brasileiros/
Era subir e rever a vista
Caso cativo , vivente
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Em nosso último mundo,
Toalha que seguravas
Quintal da Tarde, baldes no olho
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Pra haver o desencanto?
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Lá Dentro fazia frio
Bem onde as gaivotas
Inauguravam a noite
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Outro esquema, nunca se soube,
Ilha: relevo bilateral na escada
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Agasalhar-se com bolinhos de chuva
Acorda! Roupa _varal é um espelho
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Disritmia chamando a Fé
Onde limos não nos julgavam
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
O Tempo, nem antes nem depois,
Assume a lírica dos distintos
Recuperar a genealogia dos bichos
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
O presente /pequeninos brasileiros/
Era subir e rever a vista
Caso cativo , vivente
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Em nosso último mundo,
Toalha que seguravas
Quintal da Tarde, baldes no olho
Ré-fá-lá-sol#-mi-sol-fá-ré
Pra haver o desencanto?
domingo, 27 de maio de 2018
U z a l u z a z u l
O Azul gira 180 º
quando não é tarde
Bem no berço das gaivotas
Onde não há início ou fim
Há quem diga ser engolido
Alado ventre estendido num céu
Ampla condição sem mãos , líquida
Busca o explorador outros mares:
Glândula nova ou a primeira versão da folha
Antes da mágica, não existia o azul traçado
Luz, asa delta, meus passos sem o destino
A vivificação do meio combinou o mapa
Com Retratos tenros, belo dia Azul
Até o dorso das línguas se tingindo de aLuz
Pra cada humano ceder
Habitar na fonte da voz
A vez embaralhada
De aLuz planeta
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Ensaio sobre o nascimento ou a informalidade
Ave: entrementes
Palavra: escultura
Verbo: giro
Vírgulas: aves
Epicentro: poeta
Amor: espaço de recomeços
Governo: i
I: um devir número
Branco: oportunidade
Fronteiras: ficções
Pensamentos: versões
Olhares: perfurações
Quadrado: fato desconsiderado num segundo
Imagem: tempero saído do momento
Conceito: porta
Janela: chave
Processo: caminho
Conta: Édipo com visão redobrada
Cores: pintas
Possibilidade: voz fora do alfabeto
Desconhecido: parte do cosmo ou das frutas
Datas: comércio entre emoções e barras
Brasil: signo construído sob plano europeu
Sala: cadeia de acontecimentos
Carta: abertura de história pessoal
Escola: pastagem em séries, surpresa de alarmes e produção de vivos
Linha: casamento dos contrários
Exposição: trajetória das pequenas certezas
Mediação: cores livres das formas
Medo: suposição cristalizada
Obra: gênio diluído pelo sono do ego
Força: elemento em conformação com a fé
Comentários: diferenciações
Pausas: formação
Pessoas: incógnitas
Enigma: História
Busca: chocolate sanguíneo
TV: temas vencidos/vendidos
Internet: sintoma de opinião nascendo de um pavão
Leituras: direções
Expressão: presente
Aleatoriedade: desvio das formas fixas
Eixos: inspiração
Pergunta: teia com chance de consideração
Sapato: canto
Óculos: não lugar da pele
Poesia: cabeça recortada entre um passo e outro
Transparência: tirar do estojo
Trabalho: manufatura dos personagens
Corpo: simultaneidade de movimentos da vida
Fé: aceitação da impermanência
Memória: consciência no tempo by Fernando Pessoa
Livro: desexplicação sobre o mundo
Leitor: autor ao quadrado
Vicente Franz Cecim : Ave num sentido buscável
S: 5 lânguido de música
Ordem: intelectualidade das pedras
Sísifo: pedra que bombeia as montanhas
Exemplo: essência de metas passíveis de convencimento
Irmão: ente não conhecido na biografia
Pés: chão ontológico nascido fora da mente
Alma: compromisso da Luz em detrimento das sombras
Impressão: papel comprimido pelo Olhar
Joanetes: lagartas mortas temporariamente
Vida: espaço entre o Não e o Sim
Amanhã: acontecimento ao contrário da pena
Ontem: pena ressignificada pela fome
Louças: lavagem cerebral
Cérebro: limites conjugados até hoje
Fato: ponto de vista desentranhado do abismo
Zíper: formigas de garras
Noite: período em que brilha o anel
Calos: signos moldados pelo tempo
Tempo: indefinição desde sempre
Morte: estado de readaptação anímica
Direitos: realidades parciais
Filosofia: coletânea de dúvidas a se desdobrar
Dinheiro: criação imprecisa conivente com abusos
Música: musculatura do tempo
Estrela: um todo sem definição que brilha na máquina escura
Papel: apagamento arbóreo
Assaltos: situações com perda de caráter antecipadamente
Asfalto: lugar do não homem
Cidade: âmbito onde há morte para uns e vida para outros
Felicidade: sujeitos em conciliação consigo mesmos
Alegria: sujeitos em conciliação com a Paisagem
sábado, 17 de março de 2018
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Ilha em Si continuado -- /Para Adiron Marcos e Laura Lisboa/
( escrito ao som de Dance Macabre, de Camille Saint Saëns- 1875)
Desde o tempo- miúda- que comecei a perder tarrachas,
Torres baldias, traçados de ocorrências meticulosas e grudes de bolinhas sem freio...
Renascer, Era,vinda do sem Sol
Meus brincos dançam com brocas, soar das horas XiloFolioNadas
Gavetas pelas praias seriam ouro
Aos sambaquis : desafiando a realidade
Mais Jasmim cor da caneta verde-esmeralda
Acalenta o garrancho e sua indiscrição oniMpotente
Qual Vento eleva a verdade?
Somos Alma e animais macabros
Por uso de outra imaginação?
( . .)
As trovoadas não acessam os Bem-te-vis
Assim, eles se aninham à Luz rósea-Xamã
E a sombra fresca da memória, em nossa vida, repousa?
Terça parte do figo é mais tinta a ferver nosso sangue
É. as cinzas do Rio de Janeiro formigam com as abelhas_________________________
Espaços sem pedra ou chão
Onde a noite, por desvario, queira retornar
A ser
Um dia Começável.
( escrito ao som de Dance Macabre, de Camille Saint Saëns- 1875)
Desde o tempo- miúda- que comecei a perder tarrachas,
Torres baldias, traçados de ocorrências meticulosas e grudes de bolinhas sem freio...
Renascer, Era,vinda do sem Sol
Meus brincos dançam com brocas, soar das horas XiloFolioNadas
Gavetas pelas praias seriam ouro
Aos sambaquis : desafiando a realidade
Mais Jasmim cor da caneta verde-esmeralda
Acalenta o garrancho e sua indiscrição oniMpotente
Qual Vento eleva a verdade?
Somos Alma e animais macabros
Por uso de outra imaginação?
( . .)
As trovoadas não acessam os Bem-te-vis
Assim, eles se aninham à Luz rósea-Xamã
E a sombra fresca da memória, em nossa vida, repousa?
Terça parte do figo é mais tinta a ferver nosso sangue
É. as cinzas do Rio de Janeiro formigam com as abelhas_________________________
Espaços sem pedra ou chão
Onde a noite, por desvario, queira retornar
A ser
Um dia Começável.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Soneto, n.327(Parceria com Adiron Marcos)
A voz se veste de Noite: e o colchão velho
pesa como uma Sombra de granito.
O sol já não ancora na janela, e o que foi novo
não é mais que sementes de melancia
no chão Triste de cimento. Traças saem
da primeira visão da curva, trazem ossos
tatuados nos braços fuderosos_________
tempo d'amanhÃs taMbém já Foi
quaIs derRadeiras abelhas: nossos poréns
não couberam no poTe de mel.
Detive-me na poNte - inteRminável sofá
que além de Falso, er'Outro temPo
Lilás__________ voz se veste de Noite,
Marés de efós-Nevoeiro...
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