sexta-feira, 22 de dezembro de 2017



Entre águas e óleos (Pra Adiron Marcos)

Espaço de somos...
Foi o que disse..
Sobre louças lavadas carregadas
pelas corujas e maluquices
de uma vida por cima do véu.
Espaço de somos
Foi o que disse por todo o gasto forro.
No abandono de nós.
Foi ao líquido estabelecido contato.
Espaço de somos: além de tudo

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Rumioniños (Pra Adiron Marcos)
Muitas paisagens nos olham
acordamos entre nuvens de fumaça
imensas crateras lá embaixo
e vulcões se colocam à disposição...
mas não se pode deixar
uma cena sem direção
se pudesses dizer ao ano Novo
Tu, eu lírico, dirias no sótão:
-Aprender



 "Puxão de orelha" , em resposta ao pessimismo do soneto n.320... (to Adiron Marcos)

Nossos números dormem fora do aço
Somos dignos do que tecemos
Temos portos abertos
instrumentos e olhos
deixamos o sopro hálito fresco quando partimos
Mas as cigarrrass cantaram pontes

e os fluidos nos acompanharam...
Como pode a manhã cinzenta_______
apresentar uma cor em soslaio?
As cores estão no tempo
Vento a vida atrai


Sorte da ponte:
Aberto o cais.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Carne e Equinócios(Escrito em parceria com Adiron Marcos)

Entonces
bem acima de colunatas,
vértebras e aldeolas do Tempo
nome de nosso amor é Estrada:

lá vão Dois(somos Nós os compassos)
que pra detrás não Olharam
quando ao primeiro Passo(como Antélia,
mulher de Ló)___________

aliás bem noutro vendaval de galáxias 
que achamos à beira um Bardo, pleno de
pégasos nos sete Olhos - diaconou haver em Nós 
tesouro cuja manhã em carrossel
navegará para Sempre com a força 
das primeiras Caravelas no arrostêio
ao monstrengo do fim do Mar__________

princípio que se faz Carne e Equinócios
com seus améns e vitrais__________

pois não precisa que essa rua
que essa rua seja Nossa__________

a gente olhando à janela 
como Será: noite grávida 
do próximo Brilhôôô dele sol, Chegante,
tão... Novamente.

terça-feira, 14 de novembro de 2017



Eu dou as mãos ao amigo silêncio. Carregado pelas abelhas, elas pelos céus cinco vezes levantadas.

Não tenho a canção certa nem a errada. Tenho o que me deram e além:
o qu'Este passo construir.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017



Pão com milho (reverberado num descanso crepuscular - para Adiron Marcos -|- transversal caminho)



Arte arde na pálpebra dos dentes inferiores.
Antes tomados como carvão
em pesadelo de estudante sem pernas.
Olhar do sono entrecortado em cruzes
esperanças de bolo no dia embotado ,
ainda que lilás .

Nossos pais fazendo as pazes.
Saudando possível instante de aurora
Em que uma filha acontecesse .
Hora sem navio.
Olho sem reter
Absurdo de expandido ser
Em verso e carne, o abismo não nos engoliu.
Luz e sombra de cinco segundos em respiração
desmanchadas
Do clima já não sabe, nem do nariz.
Agora tem a paz de um Danone à sua frente.

Mas a varanda é da gente
Gente que luta no pensamento pra defender o sonho:
realidade em sensível expoente
E no braço da noite quando nadadores
voam e as borboletas somam gestos de chuva
calmante na barriga do Brasil-fogueira ,
a Folia vem com as estrelas do Oriente.

Por meio do violão em escala de Sol-noite.
Eu fico a desejar que o toc seja terra
"Pro fundo da terra pro fundo da terra"
E sobre o amor nenhuma vergonha mais.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Estudo dos Caga-lumes querendo o Sorrir

Nossos territórios habitados e não descobertos.
Ceifam acordes da ave mais RARA.
ESTA. daí provém tristezas cotidianas não entendidas.
A realidade te confesso com tanto de isoesquizoidismos invenções partes de eclipse ou do que pode ser.  Algo muito belo. Incompreensível lá que diriam do neoplatonismo.  Mas vc seu argumento entre os cílios enquanto fugia a razão tombando o centro.
Acorda pois  com doce. .
Energia centrifugida pelos chãos de nossos abanadores de rabinhos.  Terra pisada tão quente e cálida______
Energia despendida  por marotos filhotes de Sísifo.
Lançada nos líquidos de rios tão Gregos. Olhos abertos para o Não ..no que procriamos o desfalecimento.
Difícil explicar a Magnitude do Tombo.  E a Academia do furo. Mas o corpo caminha como se não morto. Já que na mente monta o fiel corvo , mas outra astúcia em si traz.
 Atmosfera e pitacos nas nuvens nossas gentes.  Sem cuidado.  Pensando coisas que não reclamam o Sol
 Nossas gentes de nós mesmos.  Cantam no que catam
No que vagam no que cagam
 Cada toco de vela é o pedaço da dedicada Chama.