sexta-feira, 8 de maio de 2020




''El Árbol de la vida'' (1963)



''Contra la guerra'' (1964)

Diálogos ecfrásticos entre duas lanigrafias/ telas bordadas por Violeta Parra





Gracias a la violeta vida/ 
Formas de Ver apesar de tudo




~^^~~^~^^~

Miren: obreros itinerantes de los dias [ ] preencher quatro
quartos do coração Re-quer_coragem diante do perigo...
_103 anos atrás: um nascimento fênix em batalha pelos [ ]
campos nos olhos do céu de Ñuble_ os que desafiam
determinações [ ] ao longo dos anos, traços e matriz de sons
Luta de mães manhãs [ ] chica mapuche Jardinera de la
actualidad o sangue fêmeo-ancestral a florescer Sentidos [ ]
_pintar o canto com o transBordar de luzes
[ ] formas de resistência [ ] Mátria não mata, todavia, no fundo
dela: sua morte: grandes perdas...carrossel do tempo a nos
vasculhar para sempre (aquela) outra coisa
_Reformulando, vamos, a escrita [ ]
nas
     prateleiras 
do                       ar,
         venga
_A árvore da vida em presença OrigináriA
Miren: é o segundo, criança, ovo, morta, miser[ ] afirma a
vizinha confinada, dolor...[ ] Sou e somos tecelãs de livros
vivos, animais que somam uma desmedida vida florIda_sou [ ]
apenas ainda acesso e recomeço de correnteza~vaga~mortal
carregando nossos dias e noites e [ ] marolas de mi... tierra
futura, Ossos_________notícias [ ] ditadura difundida em cada
crista do mapa [  ] e  foste embora daqui, ninhos... violetas,
nas peles Índias, videira cor de tinta sinto [ ] o percorrer do [ ]
meu gosto rosto-reconhecença neste númen: anhelo de pai,
filha, amado e genro, acalentados no seio da criação Límpida
_nosso desejo descolonial


I.

Continuarei a Tapeçaria de los sueños, cariño
_en nuestro tono verde.naranja.morado que amo

II.

_Aquí plantaré el rosal
Dança comprida e elementar
em polifônica sensação de paz

III.

simplemente, aquí


^^~~^^~~

segunda-feira, 4 de maio de 2020

 "Arara'', Diomar Lustosa (1967-), artista tocantinense.
Recriação ecfrástica e singela homenagem a Aldir Blanc.

Retirar o véu no frio /
Mundo belo por trás do véu


Seria preciso somar
cada raiz
aos eventos infrutíferos?

no apelo: olhar da arara
Cerne do mosaico de dias
 e noites: abandonados na cegueira
Branca, tão fria_ pétrea

Refulgir outra vez
estrelas claras, o arre-Pio
no quintal versus
           Amarelaços se distribuindo

 SonhUm Tempo
, ,        Espécie de tempo      ,,
Em que (sem ponto)
Tik yũm

-----Sempecilhos-----
Sentindo o aroma do mar
E mais: entre: nova estação
se Ver ofarfalharda mu-dança
    os peixes

               P-tup este
S ilvar d o cant o
                A cento criad o
       por eleRes
               no mascar do entRessonho
                                              do p-tup
Outra história, os peixes


             Ururau abrindo a boca
rra/ Quer te conhecer
       Mas se o Brazil não conhece
O Brasil
      :querelas nopoçoimundo

pãyã se o Brasil...
           O s p eixes que
realizam seu retrato

Pois p re ci sa se regenerar
Pois precisa se re ge ne rar




domingo, 3 de maio de 2020


"Meninos brincando'', de Candido Portinari - 1958. Diálogo ecfrástico ao som de músicas selváticas.


Jogada
ũxehe

Não aço,
niños 

Xa

num pulo entre beco
       s nos salva[guardar]
nas páginas da jan/ela/

Voo


Tamborilam meus-teu 

     s Neons da pele:
elos entrecortados de aventuras

Vooo


Por eso, garap

      a,  sonham nossos dias e ninho
s pegaditas nativas

Xa

     meu carinho pra te ver
Sim_ dar em Sol
      encontrar a face dos céus

Voooo


Cada sonido

    por Lá resolver os Chumbos
Pela narração das ÁrVorEs

Xa 
           O'Brasil com jenipapo
A ver não transformado em nuven
     s Língua como a cor quiser

Tendo o café com jeito n
           o astrolegado da selva:
as_s_obio_ssom_os

Não dó



quinta-feira, 30 de abril de 2020









"Primordial Chaos No.7" (1906-7), Hilma af Klint >> diálogo ecfrástico


Zoona-lógico trabalho/ Composição de Nós

Circular object(ive)
Outer Owl

Flying
Floating

Ser: pensar: Mil
ê nios
, por, entre, abraços sentidos

O rútilo desembaraçar dos ângulos_/
\_ Other sides today

Qual flava concha
Marriage of day and night
Abrigada no breu
out- Atlântico- inside
do sal
marinho

e~~~~~
                desterrada ~~~~~~ e
despossuída

ambíguo torvelim

Na~ve~ga

cuidar dos cenários
porVir



"Pavão",Chico da Silva (1976)>> Recriação ecfrástica


 Pavão Acriano reloaded

Lá-_-_-_-
Se
à meia noite o
Fogo-fátuo corre

Ainda assim,
passarinho bate asas no chão

inócua semente que
procura os
degraus
               à espreita :
Pavão no beco, nós

Todos
desertados no dia seguinte
nas páginas que
andam movediças

Pena ante pena ) luta (
a roupa por cima do dorso

Escadas do tempÓ
Vão
e as raízes
fi(n)caM


\|/








                         Georgiana Houghton, " The Spiritual Crown of Mrs Oliphant" (final version, 1867)_
Transposição ecfrástica



Outono 


Ultrapassar esta fronteira

cortar o filme especulado

soltar a tangente realidade

Viver do Ocaso apenas metade

Para se alcançar o mar

                            vontade ~em construção
seus~ sais
                                            cristalizam seres emaranhados sem cessar


voar com o cursar dos                       \/ astros silentes \/

           Aqui, noite
de noite
            chegarei
a nascer
   à noite
pelo ventre da estação natal
                      vigésimo oitavo dia que me estende a mão- vento-
já que na dança das folhas
              nos
principia <sim>

uma delicadeza














Desenho, Emma Kunz (1892-1963) >> Inspiração ecfrástica


Cor em ação fundida/ Presente


Colar não lugares
e decolá-los

situados no céu até o fim

formas do agora sem 
Cloro

O que se faria?

O soro da alma 
   era do silêncio

O sentido da criação 
   era do desapego

A grandeza da vida
 era tocá-la em semibreve

quatro vértices de fogo
a volatizar versos
em tempero de anos

consumir-se nas
linhas de cura

Duráááável 
Vibraaaando

Corpos que nascem da
 geometria fêmea
                           E     
no revelar dos gestos 
vem o 
semear                      
          do Tom