terça-feira, 29 de agosto de 2017
Desbacorêjo(Parceria com Adiron Marcos)
Roseiras dando-se as mãos,
sangue em réstias de composições:
o olhar cúmplice Maniqueneia cem pássaros
às prateleiras do céu_____
vem ordem dos Três cá pra baixo,
esquecer as vírgulas e transformar em AVES
os últimos vagões de bauxita
vestidos com as mesmas roupas de quando
os bandeirantes fundaram brejo da cruz
sobre carcaças e centenas de flechas -
onde não cabe
o espaço de um sol____
continuamos perdendo em comida
enquanto Crescem eletricidades com pés gigantescos,
cabelão 'sgadanhado, olheiras pêlos
pra Fora:
brotam delas Cagarras a besta de sete chifres
com três erínias em cima, Nenhum sinal
da volta do filho pródigo.
domingo, 20 de agosto de 2017
Instante gerado do ventre-ocaso
(vertente de Tango qualquer)
Ao Adiron Marcos
Saímos duma feira de pedras
Rolavam gritos pela boca dos canudos
Nós de moscadas
Boda dos quinze com Pais pisando pés
E tinta pingando em cada mãe
Olhos no espetáculo culo do aspecto setentrional da bola
Rolando
Matizes de mesas com famílias intocáveis
Não se comunicam pelos feitos de pós
Peças que se apagam
numa rede de um Shopping
Passeio que foi numa mesa de sinuca
Enquanto Tvs ladravam Universais Discórdias
E Diógenes afagava um cão na borda do mato com a esquina da Pessoa
Dias em desgosto indiferentes aos Três séculos mais dois meses
De cabelos negros tolhidos
Escravos salvos pela remissão bíblica
Suspiro de víboras dançantes
-Você não pode perder!
Em...oh poema VOCÊ não sumiu
E agradecimentos de Pontes
Missas que atravess______am Eras sem alimentar nossos Cãezinhos
Pontos de sujeira do chão avermelhando a coxa
Rachados os tímpanos
Queremos quebrar o espelho
e tocar no véu
"Mas o gentio não sabe do mal mais que a metade"- dizem
Célticos vigentes na hora de dormir
Nossas cucas no lago
do Sítio do Pica-Pau Amarelo
Exatamente onde não 'tava escrito
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Cantos do caixão fantástico
para o passarinho no bueiro
(Ao Adiron Marcos)
Nunca é tararde!
No meu fenomenal cérebro
Cheio
A missa despontaruda sai de sapatos oni-impotentes
Das mais bestas surras entre as traças e os meninotes da fonte
São Imagens onde nossa criança
Pulsa
Da mesma forma que o céu desaba
Quando a pele morta revela o vermelho
Assim mesmo do jeito que as 4 horas perdidas nunca chegaram ao valor de 1 hora de vida
Tal como gosmas pintadas de asco
Nos muros da Casa do Mago
Entre o cabelo e o Seja
Dentro das lagartas mortas
Nosso sangue tem sido carregado pelas sunturrosas mosquitas
No bosque anencéfalo
A energia do embrião vibra
Pela Musa e as patotas dos pés
Por sortilégios esquecidos
Matrimônios de pólvora sob a superfície de nossas cinzas
- sapecas do mundo
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Sobre a descoberta do aliterar ser pôr do sol
(A Adiron Marcos)
como que acariciando o inferno
girando no O
sempiterno desde a etimologia das Tags
fui no horizonte nada valia de mim
e falando o nada que ventrilocava
deixei quase um botão na fonte
mas a água parecia escura
e os sorrisos altamente roxos
as mãos se repeliam
Vida futura, quem criar-te vai?
acariciando o inferno
trago o buquê de vermes
para quê dormirmos alegres?
se a rima é breve
sete vezes o gosto
o sopro alitera a co
r do instante ainda
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Cidade Maravilhosa 2.0
Cena 25. Uma mulher segura um espelho em frente ao rosto. O espelho não mostra nada.
Catete, segunda-feira, 23hs
Gustavo entrou no quarto
Dentro : estação central |19|
Ele acabava de chegar do escritório
De Rafaela
Minha mãe perdeu a bolsa
Ela estava chorando
Também houve |157| quem dissesse
Sobre mães perderem filhos
Seu rosto borrado por cada lágrima
Fraturou o pé, mas escondia
Eu perdi meu |1| caminho
Quando passo em falso dei
Marley, o cachorro, cheirava a dona
2016 é o ano da lua
Ele me disse ao levar minha carteira
Gustavo estava cansado
Perguntou o que acontecera
Ela não respondia
O caminho é caco/ sombra por cima do pó/ maquilagem sobre chorume/ o caminho é seiva bruta/ mas há quem diga |16|que é furto/ estranho
Meu fruto é o filho perdido/ fio imaginado enquanto dormia/ só que invadiram a minha casa/abriram minha geladeira...
Meu filho foi rosto derramado/ penetrado/ Meu filho- sangue, gelatina incolor- não veio/ Meu filho não veio/ Meu filho é um meio-caminho
terça-feira, 18 de julho de 2017
Cantos / em memória de CDA/
Ao Adiron Marcos
1.
Enxárcia se tinge, se embre-
nha na ponta do cais.
O neurônio refletido age
sobre a raiz das Crescências.
Com Chave de minério, poente,
sem perder a paciência,
trava o ato de prendê-la.
Fosse o dia nascido num curral
:
2.
Sem paredes e referentes humanos
Sem os quadros históricos d’antes
A longínqua fechadura da voz
Não saberia dizer se a casa existiu.
O percalço da noite
vem somando timbres.
De raridade às ruas,
de ruas a densos nadas.
O rosto espelhado da gente
sofre sobre a superfície tonal.
:
3.
Guarda a mulher, a colheita do trigo
O trajeto do papiro, redes...
vozes entre cômodos___________
O vértice, lugar desabitado,
esquecido e enxugado entre dedos.
No solo rubro, vermes compõem
o futuro saboroso fruto
Os pés reintegram-se à cor
das mariposas, em silêncio, acontecidas.
:
4.
Tanto as uvas partidas
quanto o bolor dos fatos
)noite(
Se condenam a traduções estranhas
Mas tais frutos correm nas v(e)ias.
A cidade composta de fardos
Traz mudez aos olhos suspensos.
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