quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017





Promessa de praia
-nas ventas-

(cantoria a Rilke e Wislawa)



Pé de avé, de bruxa, saci : o mati-taperê
Hoje faz três dias que meu corpo percorreu
o espaço circunstancial das vias, por horas a fio____________________
Os pés sentindo a f e n da das paragens
e dentro do sexto dedo- a invisibilidade das horas
<Tingindo os pensamentos
<:seus entes de chumbo
: pessoas e grãos
Circulando os traços do oito infinito
Imagina aaah

Dedo sexto sentido
& eu rindo
desejo dele o
aprender sobre o que vivo

Muita mentira
parece haver
em país,
Onde o Sol racha
E os escritórios
O amenizam.
Mas o problema não é o Sol.
Repitam comigo.
Mas o problema não VEM do Sol.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017



Mati-taperê



Saio de mundos, toUpeiras
sou Sem-fim
quando o verbo faltou ao teu colo
as brevidades se tornaram estado de espírito
pulei no mato
com paus-de-ser
sassaciri can cado du lalalaô
promessa de praia nas ventas
retorno da areia pro tatuí
jorrar tua fronte ifigênia
calabouço das horas
donde os moços
moçoriquitos já vumpicarandaram
teu sangue pra coleta do amanhã
saio da noite inconclusa
pé de ave, de bruxa
ou ente mágico
sem o fi____________
-Rodar gerações de Ós na turbina dos Cataventos
-o quadril a quadrilha
Nomeações do almoço
Ou da fome de mundos dispersos
Quem consegue o pequeno sutil do dia, poderia transpor
A realidade que tira a comoção
Surrealidade para o nenens em crescên_____cia




1.1

Desci a serra

Os pés pra trás

Lamparinas acesas jorravam

Teus braços
Tubérculos
Da raiz_ponte
Vazia





1.2

Calma

Sorte dos ventos

Que arrastam tatuís

À Iracema

Tapados os olhos

Com fibra coral

Há tinta que chegue?


1.3

Sacirimos pelos cloudfins

Minha maré gigante

Irradiando seu nó

Para a carcaçada

Da tribo retida

Anexar pupilas

Suas flores

Cata V entos

Não os abandone!


1.4

Retornar

Viagem às figueiras

Tatudo justim

Ciodanhoite


1.5

Tratado da rede






Saio ____a rosa pedaços de chumbo no teu rosto.

Rosa dos Passos

Dos Tempos Passageiros.

Da fumaça no olhar.

Da chuva na epiderme.

Da fala rente ao peito

E do enxergar mais-que-perfeito

Claridade madrigal

Um solo na sua têmpora

Rompe a fadiga do asfalto

E DESCOBRE

o quinto do Sim


A liga da boca Ventilar fungar as ventas
As sempre-vivas sabem desta existência mais que a metade. Quando os corvos passaram por Van Gogh pode ser que os campos -eles se abriram.
Minha tinta de nuvem. Pingando de sangue.
Meu olhar na poeira. No dinheiro , pelo convulso. Cada perdida saída. Um encontro com ocaso, que ri em sua forma de centro. Espelhado no quinteto Villa-Lobos sob o espectro das leis humanas.
Cada jogada da bola bate na tua testa como na infância. Em que tia da escola faz chacota das possíveis menininhas serem lésbicas. ) pois é (

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

''Toda interrogação é resultado de uma
exclamação anterior"
Alberto Pucheu falando sobre a poesia , vida
escuta, eu percebi isso nuns lapsos
como se o que eu fosse falar ou perguntar já tivesse uma afirmação anterior, um caminho traçado , uma linguagem que foi silenciada, mesmo pulsando , a pressenti, mas não a apreendi, talvez ela muito leve para o peso dos corpos, por isso seguir, mesmo perdida, não se está por completo, a reminiscência de uma voz que te so__p_r_oU