quarta-feira, 22 de março de 2017



Nome, leitor, sentir?


Na minha rua, às quase quatro da manhã, voam vagalumes , pois, para eles, os relógios quebraram e há silêncio. Como os próprios pios do Cronos afirmam, nossos lumes vagueiam entre um abrir e fechar de olhos. Geo-graficamente, em garranchos indecisos. Certo que a lentidão da existência poderia ser repensada a partir do momento em que as lesmas adquirissem asas. Pretendo, portanto, com este proto-significante adentrar o símbolo condensado em meus cinco dedos. Perceber que em cada espaço entre carne, dedo,cor, parede, pedra resistem as brechas inomináveis, talvez variáveis patafísicas. Algumas tensões retiradas antes do flash, por causa do lance sinestésico, me levam a crer que as palavras mais densas , carre-guardadas, podem , sim, se repartir até virarem pó.



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