domingo, 27 de maio de 2018


U z a l u z a z u l



O  Azul gira 180 º quando não é tarde
Bem no berço das gaivotas
Onde não há início ou fim
Há quem diga ser engolido
Alado ventre estendido num céu
Ampla condição sem mãos , líquida
Busca o explorador outros mares:
Glândula nova ou a primeira versão da folha
Antes da mágica, não existia o azul traçado
Luz, asa delta, meus passos sem o destino
A vivificação do meio combinou o mapa
Com Retratos tenros, belo dia Azul
Até o dorso das línguas se tingindo de aLuz
Pra cada humano ceder
Habitar na fonte da voz
A vez  embaralhada
De aLuz planeta

quinta-feira, 19 de abril de 2018


Ensaio sobre o nascimento ou a informalidade

Ave: entrementes
Palavra: escultura
Verbo: giro
Vírgulas: aves
Epicentro: poeta
Amor: espaço de recomeços
Governo: i
I: um devir número
Branco: oportunidade
Fronteiras: ficções
Pensamentos: versões
Olhares: perfurações
Quadrado: fato desconsiderado num segundo
Imagem: tempero saído do momento
Conceito: porta
Janela: chave
Processo: caminho
Conta: Édipo com visão redobrada
Cores: pintas
Possibilidade: voz fora do alfabeto
Desconhecido: parte do cosmo ou das frutas
Datas: comércio entre emoções e barras
Brasil: signo construído sob plano europeu
Sala: cadeia de acontecimentos
Carta: abertura de história pessoal
Escola: pastagem em séries, surpresa de alarmes e produção de vivos
Linha: casamento dos contrários
Exposição: trajetória das pequenas certezas
Mediação: cores livres das formas
Medo: suposição cristalizada
Obra: gênio diluído pelo sono do ego
Força: elemento em conformação com a fé
Comentários: diferenciações
Pausas: formação
Pessoas: incógnitas
Enigma: História
Busca: chocolate sanguíneo
TV: temas vencidos/vendidos
Internet: sintoma de opinião nascendo de um pavão
Leituras: direções
Expressão: presente
Aleatoriedade: desvio das formas fixas
Eixos: inspiração
Pergunta: teia com chance de consideração
Sapato: canto
Óculos: não lugar da pele
Poesia: cabeça recortada entre um passo e outro
Transparência: tirar do estojo
Trabalho: manufatura dos personagens
Corpo: simultaneidade de movimentos da vida
Fé: aceitação da impermanência
Memória:  consciência no tempo by Fernando Pessoa
Livro: desexplicação sobre o mundo
Leitor: autor ao quadrado
Vicente Franz Cecim  : Ave num sentido buscável
S: 5 lânguido de música
Ordem: intelectualidade das pedras
Sísifo: pedra que bombeia as montanhas
Exemplo: essência de metas passíveis de convencimento
Irmão: ente não conhecido na biografia
Pés: chão ontológico nascido fora da mente
Alma: compromisso da Luz em detrimento das sombras
Impressão: papel comprimido pelo Olhar
Joanetes: lagartas mortas temporariamente
Vida: espaço entre o Não e o Sim
Amanhã: acontecimento ao contrário da pena
Ontem: pena ressignificada pela fome
Louças: lavagem cerebral
Cérebro: limites conjugados até hoje
Fato: ponto de vista desentranhado do abismo
Zíper: formigas de garras
Noite: período em que brilha o anel
Calos: signos moldados pelo tempo
Tempo: indefinição desde sempre
Morte: estado de readaptação anímica
Direitos: realidades parciais
Filosofia: coletânea de dúvidas a se desdobrar
Dinheiro: criação imprecisa conivente com abusos
Música: musculatura do tempo
Estrela: um todo sem definição que brilha na máquina escura
Papel: apagamento arbóreo
Assaltos: situações com perda de caráter antecipadamente
Asfalto: lugar do não homem
Cidade: âmbito onde há morte para uns e vida para outros
Felicidade: sujeitos em conciliação consigo mesmos
Alegria: sujeitos em conciliação com a Paisagem

sábado, 17 de março de 2018

Incompreensibilidade da bala (pra Adiron Marcos)

Eros afirma poder ser branco
Num território marcado pelo sangue
O próximo ponto é amarelo
Tão losango quanto a indiferença
Os perros sonham superfícies castanhas
Do tamanho da caixa intocável
E nela onde estamos
Vibramos alto
Lá onde o Sol não é Dó

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Ilha em Si continuado -- /Para Adiron Marcos e Laura Lisboa/
 ( escrito ao som de Dance Macabre, de Camille Saint Saëns- 1875)

Desde o tempo- miúda- que comecei a perder tarrachas,
Torres baldias, traçados de ocorrências meticulosas e grudes de bolinhas sem freio...
Renascer, Era,vinda do sem Sol

Meus brincos dançam com brocas, soar das horas XiloFolioNadas
Gavetas pelas praias seriam ouro
Aos sambaquis : desafiando a realidade
Mais Jasmim cor da caneta verde-esmeralda

Acalenta o garrancho e sua indiscrição oniMpotente
Qual Vento eleva a verdade?
Somos Alma e animais macabros
Por uso de outra imaginação?
( .                                                  .)

As trovoadas não acessam os Bem-te-vis
Assim, eles se aninham à Luz rósea-Xamã
E a sombra fresca da memória, em nossa vida, repousa?
Terça parte do figo é mais tinta a ferver nosso sangue

É. as cinzas do Rio de Janeiro formigam com as abelhas_________________________
Espaços sem pedra ou chão
Onde a noite, por desvario, queira  retornar
A ser
Um dia Começável.


terça-feira, 16 de janeiro de 2018


Soneto, n.327(Parceria com Adiron Marcos)


A voz se veste de Noite: e o colchão velho
pesa como uma Sombra de granito.
O sol já não ancora na janela, e o que foi novo
não é mais que sementes de melancia

no chão Triste de cimento. Traças saem
da primeira visão da curva, trazem ossos
tatuados nos braços fuderosos_________
tempo d'amanhÃs taMbém já Foi

quaIs derRadeiras abelhas: nossos poréns
não couberam no poTe de mel.
Detive-me na poNte - inteRminável sofá
que além de Falso, er'Outro temPo

Lilás__________ voz se veste de Noite,
Marés de efós-Nevoeiro...

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018



Tranquilidade lírico-catraestrófica
(...baseado em JJ Veiga, Vida e Camões)

Contam a Vós, de minuto a minuto,
que os olhos suaves não desentopem pias.
À beira do rio, com justa causa: a Vida.
Nunca provaste a realidade na coisa_______


Decisão logo despedaçada, hoje
Antes do dobrar de esquinas, contritamente
deixando cair o papel no capim sujo/vão/vul...
Situação agora invertida com Amar(gor)

Possa o contrário reunir nossos-pavios-feitos

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017



Entre águas e óleos (Pra Adiron Marcos)

Espaço de somos...
Foi o que disse..
Sobre louças lavadas carregadas
pelas corujas e maluquices
de uma vida por cima do véu.
Espaço de somos
Foi o que disse por todo o gasto forro.
No abandono de nós.
Foi ao líquido estabelecido contato.
Espaço de somos: além de tudo