terça-feira, 29 de dezembro de 2020
domingo, 22 de novembro de 2020
Lembranças
Luto
entre
a
vida e a morte
Luto
tanto
Luto
***
como
meia
vida
anda
à meia-noite
entre
tanto
luto
sonha
***
ávida
sangue
entre
vista
e é
a morte papapá
luto
entre
vida
há
e
***
nu e
gozo
plânula
viva
água
de molho luto entre
tanto
somo
veste
à esta
noite
***
vem
só
hoje
Luto pela
vi(n)da
só
no
***
Vi
vida
e
morte
geolocalizadas
entre
O
luto
luto
***
este
brinco
cai
sente
esquálido abandono
vida
rara
em
si
***
plano
pano
Luto
Começar a vida
entre
tanto
Luto
***
se
luto
acho
poema
ardo com a vida
entre
raro
ar
ar
***
um
entre
luto
hoje
ontem no jornal
eu e
Nós
ester-
tor
tan-
tos
***
Sim
chove
lembro
Anoto
e teço
Lembro meio sem vida lavo
e com lu-
to na lava
entro sem
morte ra-
ro ar e ar
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
{Cartografia dos instantes}
Nas ondas dos mares, verbos
~ocos ou vivos na
criação meta~
língua____________imagem
significados de madrepérolas
com suas impossibilidades
cismam e são miragens
ranhuras de objetos (ainda que castigados pelos berros de fla)
silenCIOsos que
[com o] [menino] [do] [rio]
con-figuram o corte desta
v/o/z
(verbos) Envolvem a obraeterna (transitante de céus em muitos toques)
com a pré-fixação
da fala intangível
cristalizada
para todos
:em cada ser irá
crescer a tinta : no original sin
Antimomento do
interessante (verde) contorno
passagem__________da não palavra
pescando teu canto
desmontando a noite
qual desvio padrão de chances
que se revê
ao vibrar pelo
caminho
abjeto
remodelado
e
invado.
e
carrego.
terça-feira, 27 de outubro de 2020
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
"Perfect Butterfly " (2012), Kazuya Akimoto. Diálogo ecfrástico
Borbolitelúrico
Traz um gérmen sinuoso como
quisesse o
agir multicolorido e vir
ao mundo
insecta nin
fa lí dea
em gestos
lado a lado
poderão
se ler
assim, cresce a cidade
toca o tênue evento[
palavra caniça guia
os bois
erode o verbo do
filho do filho do humano instante[
Borbolética fibra cria rotas
e a trama incerta: tinge seu
desencanto[
ainda mancas pelos declives
perfeita asa sonora deita:
um chão increpado
avança em belas vestes
ainda assim,
se for rapsódia:
se lança com esta tinta
.
.
.
[cativa viva cultiva]
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
"Untitled” (1950 – 1951), Mary Abbott. Recriação ecfrástica
Lição de poesia em tons
Neste dia, confio, em pé
toque acetinado
carne carregará a tinta
Agora, é uma faca inteira
ritmando o relógio
diga ao dia:
-Crianças entre plantas,
ao sol
Afinal, ajeitar seu coração
e cravar no lugar
sem durex
Ele, pingente móvel,
um exercício
comum como um
boi pastando na secura
Sabe-se lá como vive
o dia de morrer
Na colheita esperada,
verde caule pode surgir:
aqueles estrumes guardando as peças
da arqueologia
Na música antiga
eu era o herói:
joãos e marias
todos éramos tudo de
novo
mais de uma vez
fazer de conta
no balbucio
na batalha do fio
em suas mãos
que éramos cem
que éramos sempre
mais do que vivos e
ultrapassamos as vistas do bedel
de fato, infantes que
decidiram olhar mais longe
as pedras são brilhantes palavras
máscaras são de arte
cai da mão,
tocará o chão:
confio
Pronunciá-las era tocar
De quê pode servir esta história?
linha nova
lua nova
qualquer mundo
vai esvaecer
realize
É possível que venham do colar
restaurado
palavras espessas que caem no chão
____tornam o gancho firme
Fazem-nos ser este pingente e
órgão muscular
involuntário
azul de hoje:
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
Peregrino no pandeMundo
Carne viva em transe
esvoaça pela rua:
arde a madrugada
Ás de toda cor
pulsa em cada dor
toca em vários tons
canta com a noite
som do germe oculto
o sonho é miragem
cresce com a noite
som da madrugada
e cai o germe oculto
cresce a madrugada
***
Um homem sem nome
peregrina pela rua:
um corpo com fome
um corpo com sono
um corpo com sonhos
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